Estudo do Artista

Nas escolas criadas por Charlotte Mason, os estudantes eram colocados em contato com obras de um mesmo artistas visual por um trimestre inteiro. Portanto, esse estudo do artista é indicado para crianças a partir dos seis anos de idade. Os passos são os seguintes:

– Escolha um artista;

– Escolha de 6 a 8 obras desse artista;

– Deixe cada uma dessas obras em locais de fácil visualização por uma semana;

– Dê algumas informações básicas sobre o artista, sem alongar-se;

SE necessário, dependendo do interesse do estudante, dê uma breve explicação sobre a obra de Arte da semana;

– Peça para a criança narrar o quê está vendo.

A cada estudo do artista é importante proporcionar ao estudante um tempo para observar a obra estudada sem interrupções ou discussões. É necessário que a criança ou o adolescente tenha um tempo para fazer suas próprias ponderações.

Após esse primeiro momento observando a obra de Arte você pode pedir para que o estudante a descreva. Depois de um tempo de prática narrando a obra, também há a opção de escondê-la e pedir para que a criança ou o adolescente descreva a mesma.

No caso de crianças que ainda não estejam em idade escolar, é possível deixar uma obra de Arte exposta em algum lugar de fácil visualização da casa, trocando a cada semana. Também é possível colocar a criança em contato com bons livros de Arte para que ela observe e admire boas obras. O que não é indicado é o estudo do artista tal qual é feito com estudantes em idade escolar.

Ao longo de seus escritos, Charlotte Mason nos dá pistas de seus artistas preferidos. Um deles é Rembrandt Harmenszoon van Rijn. Nascido na Holanda em 1606, destacou-se na pintura, na gravura e no desenho. Um mestre inovador, é considerado um dos maiores nomes da História da Arte. Filho de dono de moinho, tanto o pai (igreja reformada) como a mãe (católica) eram religiosos. Ele logo cedo demonstrou tendência para a pintura.

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“A volta do filho pródigo” está entre os trabalhos finais do mestre holandês, e acredita-se que tenha sido concluída nos dois anos antes de sua morte, em 1669. A pintura é repleta de detalhes. Nela percebemos uma característica forte nas obras dos pintores holandeses da época: pouca luminosidade.

Temos o abraço do pai no filho mais novo como destaque. O filho pródigo é mostrado maltrapilho, descalço, despojado de sua dignidade. O abraço do pai demonstra toda a ternura e o perdão, e é esse amor que dá o tom e toda a grandiosidade do quadro. Também vemos o filho mais velho, mas esse está em segundo plano junto aos empregados e não demonstra a mesma alegria do pai.

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