[Parent’s Review] O Ideal da Srta. Mason

O texto a seguir é  um artigo apresentado em uma das conferências da P.N.E.U que foi posteriormente incluído em uma das edições da Parent’s Review. O artigo segue com perguntas feitas ao final da apresentação.

Por H. E. Wix

The Parents’ Review, 1923, pp. 411-420

A maioria de nós aqui hoje devem ter conhecido a Srta. Mason pessoalmente e provavelmente o resto de nós a conhecia tão bem por meio de correspondências e vários ramos do seu trabalho que também eles a consideravam como uma amiga pessoal. Talvez nunca tenha vivido alguém que, da forma mais rápida e duradoura, tenha conquistado a amizade de pessoas que nunca viu. Professores que só souberam dela por alguns meses sentiram o vazio de sua perda com intensa curiosidade; o mesmo aconteceu com pais, cujo conhecimento sobre ela estava confinado à gratidão por seu ensino nos livros Home Education (Educação no Lar, Vol.1) e Parents and Children (Pais e Filhos, Vol.2).

Abrangência e equilíbrio talvez sejam as principais marcas do ensino da Srta. Mason, de modo que há muitos pontos de vista dos quais podemos tentar estudá-lo. Certamente, poucos educadores solucionaram tanto uma teoria quanto uma filosofia da educação – em seu sentido mais amplo – além de um método concreto prático de ensino. Existem dois lados principais no ideal da Srta. Mason, frequentemente separados, mas não realmente separáveis. Primeiro, a formação da criança, a pessoa; o ensino do hábito, o treinamento da vontade, a evolução gradual do caráter. Fundada sobre isso e sobre muito mais, está a teoria e a prática da educação da Srta. Mason em seu sentido mais restrito; como ensinar as crianças em seus anos escolares.

O treinamento da pessoa é naturalmente um assunto mais silencioso do que a transmissão de conhecimento; nós podemos realizar exposições do trabalho feito pelas crianças das escolas P.U. (União de Pais), mas o que não podemos fazer é exibir o treinamento de caráter de nossos filhos. Essa parece ser uma razão para a ideia estranhamente equivocada de que a Srta. Mason se importava mais com conhecimento do que com caráter. Não é, contudo, a razão completa.

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Charlotte Mason e PNEU – Grandes Desafios e Grandes Recompensas

Era junho de 1837 quando o então rei da Inglaterra, Guilherme IV, veio a falecer, deixando o trono vazio a ser ocupado por sua sucessora, Alexandrina Vitória, e inaugurando um longo período de paz e progresso para a nação. Mas não só a Inglaterra passaria por um período de expansão: seguiu-se por toda a Europa uma importante disseminação de conteúdo intelectual e científico que se estendeu por todo o século, consolidando nomes que exercem forte influência, para o bem ou para o mal, até hoje em todo o mundo.

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“Sobre Charlotte Mason” por Sonya Shafer

Charlotte Mason (1842-1923) foi uma educadora britânica que dedicou sua vida a melhorar a qualidade da educação infantil. Órfã aos dezesseis anos, ela se matriculou na Sociedade Doméstica e Colonial (Home and Colonial Society) para a formação de professores e ganhou um Certificado de Primeira Classe. Ela lecionou por mais de dez anos na Escola Davison em Worthing, Inglaterra. Durante esse tempo, ela começou a desenvolver a sua visão de uma “educação liberal para todos”. As crianças inglesas dos anos 1800 eram educadas de acordo com a classe social; os mais pobres aprendiam um ofício, e artes e literatura eram reservadas para a classe mais rica. Por “liberal”, Charlotte tinha em vista um currículo generoso e amplo para todas as crianças, independentemente da classe social.

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“Sobre Charlotte Mason” por Anne White

Charlotte Mason foi uma educadora britânica que acreditava que a educação era mais do que treinamento para um emprego, aprovação em um exame, ou entrar para a faculdade certa. Ela afirmava que a educação é uma atmosfera, uma disciplina e uma vida. Trata-se de descobrir quem somos e como nos encaixamos no mundo dos seres humanos e no universo que Deus criou. Mas, esse tipo de pensamento foi bastante eclipsado durante o século XX, devido às exigências por mais exames e mais trabalhadores. Em 1987, Susan Schaeffer Macaulay escreveu um livro intitulado “For the Children’s Sake” que reintroduziu os pais aos métodos e filosofia de Charlotte Mason, e ele começou a ganhar força com uma nova geração de homeschoolers.

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“Sobre Charlotte Mason” por Catherine Levison

As muitas pessoas que conheciam Charlotte Mason pessoalmente, amavam-na profundamente e eram capazes de descrevê-la em vívidos detalhes. Quer tenham-na conhecido ainda jovem ou ou perto do fim, as suas impressões sobre ela eram muito consistentes. Jovens e velhos igualmente achavam-na inspiradora, humorística e humilde.

Seu amor pelas crianças era tão evidente que não podia ser ignorado, e muitas vezes era visto como seu atributo mais profundo. Este amor se caracterizava por uma profunda preocupação de que as crianças desenvolvessem uma paixão duradoura pela aprendizagem. Ela baseou sua filosofia na palavra latina para educação “educare”, que significa “alimentar e nutrir”.

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